terça-feira, 5 de julho de 2011

Eu Tenho Orgulho da Seleção Brasileira de Handebol Feminino.



Caldas Novas, 4 de Julho de 2011.



Eu Tenho Orgulho da Seleção Brasileira de Handebol Feminino.



Neste sábado, 2 de Julho, aconteceu a grande decisão do Campeonato Pan-Americano de Handebol. Estive no Ginásio Adib Moisés Dib, o Dibão, em São Bernardo do Campo, um município que apóia a prática esportiva como forma de inclusão social e de lá, nós da Equipe Integração Esportiva, do Grupo Cosmopolitano, transmitimos na íntegra, ao vivo, para a web-rádio a partida entre as atuais campeãs Sul-Americanas, ARGENTINA e a renovada seleção Brasileira. Colhemos depoimentos da comissão técnica e das atletas, acompanhamos a partida e toda a cerimônia de premiação. A quadra invadida por um número enorme de crianças; filhas, sobrinhas, irmãs e irmãozinhos das jogadoras brasileiras davam a exata dimensão do que representava aquele momento de conquista e glória. Sem falar das mães.



A emoção começou cedo, com a disputa pelo Bronze, vencida pelo bom time de Cuba. Depois; aquele prazer inexplicável de torcer por aquela bandeira verde amarela, o aquecimento, o hino nacional e um show de bola de uma seleção feliz. Jogando em casa, no ginásio que tão bem conhecem, empurradas por mais de duas mil pessoas!



O Brasil começou arrasador. Em poucos minutos o placar já dava mostras que havia ali, naquela quadra, uma seleção iencantada! Talvez, cada atleta brasileira tivesse dentro de si a certeza de que o Brasil seja hoje, uma seleção melhor do que a Argentina. Talvez não tivessem tal certeza, não importa. Mas trucidar o adversário com tamanha volúpia, fazendo parecer fácil o que certamente não é, como se o título em poder das hermanas estivesse inquestionavelmente em mãos erradas! Isso exige competência, seriedade e determinação. Foi com esta sensação de “VAMOS PEGAR O QUE É NOSSO” que o Brasil abriu 18 a 4 em dez minutos de jogo.



A cada jogada bem executada; a cada lance de habilidade e técnica, as meninas brasileiras cresciam e se soltavam. Os gols ficavam mais belos e as tramas ofensivas e fintas cada vez mais rápidas e mortais, terminando quase sempre na rede. Tudo isso sob o olhar incrédulo do silencioso e desolado banco de reservas adversário. O segundo tempo serviu como formalidade. Ellas começaram melhor, não que o Brasil! Melhor do que haviam terminado o primeiro tempo. Perderam de menos. 35 a 16. Para ellas foi ótimo resultado. E para nós?



Nós jogamos como campeãs! Brilhamos com raça, técnica, lealdade e fair play, vencemos a catimba com alma. Nós não, lindas meninas de cabelos lindamente alinhados em tranças, rabos, coques e sorrisos. Vocês venceram. Venceram todos os dias até chegar ao lugar que ocupam hoje. Nós, ficamos só com a emoção! Com o sabor e a delícia de nos sabermos brasileiros.



Que venha o Mundial em Dezembro, vamos lotar os ginásios e empurrar a melhor equipe das Américas para cima das adversárias européias. Vamos aquecer ainda mais os dias de verão que tão bem conhecemos. Uma campanha que vem desde uma brilhante participação olímpica em Pequim 2008. Comandada por uma comissão técnica experiente, atenta aos detalhes que fazem a diferença no esporte de alto rendimento. Praticando um Handebol consistente. Uma equipe iluminada que conta com uma das melhores goleiras do Mundo e uma dúzia de mulheres que voam!



Eu tenho orgulho da seleção brasileira de handebol feminino.